quarta-feira, 29 de julho de 2015

Eu só peço a Deus



Eu só peço a Deus
Que a dor não me seja indiferente
Que a morte não me encontre um dia
Solitário sem ter feito o que eu queria

Eu só peço a Deus
Que a dor não me seja indiferente
Que a morte não me encontre um dia
Solitário sem ter feito o que eu queria

Eu só peço a Deus
Que a injustiça não me seja indiferente
Pois não posso dar a outra face
Se já fui machucada brutalmente

Eu só peço a Deus
Que a guerra não me seja indiferente
É um monstro grande e pisa forte
Toda pobre inocência dessa gente

Eu só peço a Deus
Que a mentira não me seja indiferente
Se um só traidor tem mais poder que um povo
Que este povo não esqueça facilmente

Eu só peço a Deus
Que o futuro não me seja indiferente
Sem ter que fugir desenganado
Pra viver uma cultura diferente.

sexta-feira, 24 de julho de 2015

Olá, meus amigos.



Tudo bem com vocês?
Comigo nem tanto, fazia um tempinho que eu não passava por aqui, então...

O que eu queria dizer é que eu ainda não desisti. A minha vida tá uma bagunça. Seu Celso e eu estamos de mudança marcada. A boa notícia é que mudei para internet via rádio, e estamos poupando um bom din-dim!

Eu tive de fazer uma bela pausa, mas gostaria que vocês não desistam de mim aqui nesse cantinho.
Quero agradecer ao Gabriel (lá do blog do Bier). Eu vou tentar mandar pra vocês o atalho desse blog, mas não garanto que vai dar certo.

Tem dias que eu me sinto uma Martha Medeiros... presunção minha, eu sei. Que talento realmente eu tenho? Talvez nenhum... não sei...

Mas dizem que toda a modéstia é falsa. Então decidi continuar. Assim, devagarinho. Acontece que eu tenho tido pouco tempo após a volta às aulas.

Mas chega de queixas. Assim vocês não voltam mais. Vou escrever uns poemas e umas músicas, trazer pra cá. Espero que vocês gostem.

terça-feira, 26 de maio de 2015

Só pra contar o que há de novo...

Oi, pessoal.

Começou a (re)volta às aulas.

Vocês devem ter visto, eu estou com pouco tempo pra vir pra esse cantinho.

Me entristece contar, mas meu salarinho de professora não basta. Eu preciso viver do salário de pensionista do seu Celso. Problema, problemão!

O governador atual resolveu "podar" uns gastos. Então, vejam só, ele resolveu cortar salários e paga a outra metade depois. Tipo, se não morrermos de fome, o governo paga.

Pior é a prestação da casa do seu Celso. Se eu pagar a parte dele, eu vou ter de ir caminhando para o trabalho, e não é perto. E o inverno tá chegando. E me sinto mal por isso.

Recentemente a Maira disse que uma colega de trabalho dela quer uma parceira de apê. Eu to afim, mas preciso falar muito com o seu Celso ainda.

Acho que ele vai precisar de mim.
Acho que eu vou precisar dele.

Socorro!

quarta-feira, 4 de março de 2015

Se quero...



O dia está bonito, bom mesmo pra passear;
Ou pra deitar na rede, com um bom livro para ler;
Um dia ensolarado, se desperdiço caminhando;
Ou se desperdiço só lendo...
Depende mesmo do que eu quero.

Se quero, no verão estar esbelta,
Ou na faculdade estar mais culta,
É bom que eu escolha sabiamente,
Pois a vida é muito curta.

Se quero impressionar o rapaz da praia,
Ou o que gosta de leitura,
Que eu pense no que quero:
Mais corpo ou mais cultura.

Se não quero problemas
Com a faculdade ou com os rapazes
É melhor fazer a caminhada agora
E à noite com o livro faço as pazes.

Queria mesmo é viver sem dilema,
Malhar o dia todo e ler do livro todas as folhas,
Aí que me dou conta:
A vida é sem-graça se não tivermos escolhas.

(Gostaram? Eu lembro de ter dito em algum lugar que eu era poeta.)

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Férias, praia e ficadas...



Complicado, né?

Passei um mês no mar. Seu Celso (lembram dele?) foi junto. Alugamos uma casinha em Torres. Depois fomos para a praia do Pinhal... ai, que diferença.
Torres, pra quem não mora aqui no sul, é linda! No pinhal é diferente.

E gente, pasmem:  consegui ficar com um garoto lá de Torres. Foi tudo de bom. A pena foi que, quando eu contei pra ele sobre o blog, ele pediu “Pelo amor de Deus” que não citasse o nome dele... tudo bem. Isso eu consigo fazer.

Ele estava hospedado na casa da avó dele. Olha que sortudo: eu tive de poupar uns 4 meses de salarinho de professora. E esse desgraçado tem hospedagem grátis. Nessa praia que é uma loucura. Maravilha!

Mas então... deixa eu chamar meu “peguete de praia” de Jorge. É um cara legal. Fui dar uma solitária volta nos bares que Torres tinha a oferecer. Fui ali, tomar uma cervejinha. Nada de mais. Eu nem gosto tanto de cerveja, mas vai que alguém vem, né? Me vê ali sozinha, pensando na vida com uma garrafa quase cheia e em geladinha.

Primeiro, uns quatro garotos me olharam. Mas, quando eu olhava para eles, eles desviavam os olhares. Ficamos nesse jogo por uns minutos. Até que cansei. E reparei que pareciam ser muito novos para que alguma coisa a mais acontecesse.

Depois, como se fosse alheio a toda aquela situação eu ouvi aquela voz grossa, como se fosse um lenhador: “Posso sentar aqui?”. Quando ergui os olhos, vi ele, Jorge. A barba por fazer, o bronzeado  natural e o corpo enxuto. Pelo menos até ele se sentar.

O que me chamou a atenção foi justamente a desinibição. E, resumindo, combinamos que terminaríamos a minha cerveja e depois a dele (recém-aberta, que ele trazia com ele).

Não posso comentar onde ele trabalha, não posso dizer muito mais sobre ele... mas o assunto fluiu. Ele era um cara legal, e isso pra mim bastou, em um primeiro momento. Fomos conversando, até ficar mais tarde. Eu disse que precisava ir. Ele disse que me levava. Aí me mostrou o carro dele. Eu agradeci, mas disse a ele que preferia caminhar. Então ele acionou o alarme do carro e foi conversando comigo.

Acho que não preciso dizer que no caminho, a gente ficou. Não passou de uns beijos, uns abraços... mas tinha um ventinho gelado que não me incomodava por causa do abraço dele.

Eu pensei em tanta coisa no caminho... inclusive aqui no blog, em como essa história ficaria se fosse escrita. E, bem, aqui está ela. Um tanto sem-sal, mas o que nos importa é o momento, né?

Eu sei que é chato quando um texto acaba sem conclusão. Mas preciso dizer: faltava 5 dias para o fim da minha estadia em Torres. Prometo que ao longo do blog, eu conto como foi.

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Passadinha

Oi, pessoal!

Estou curtindo a praia de Torres. Secando uns gatinhos... hihihi!
Não pensem que eu esqueci de vocês, não! Mas minhas férias são longas e eu estava realmente cansada.

Minha inspiração está me dizendo pra me afastar um pouco. Pegar distância e depois mergulhar de novo na vida real.

Ah, eu acho que estou gostando de um rapaz. Mas não sei... tem muito mistério em volta dele. Acho que é melhor conhecer muito bem antes de um próximo passo.

Seu Celso tá aqui do meu lado. Dormindo sentado, tadinho. Contei pra ele que estava aqui, com vocês e ele disse "Manda um abraço pra eles."

Ai, pai! Mas o senhor lá sabe quem são eles?

E ele me respondeu! "Se gostam de ti, são gente boa..."

Beijos pra vocês, gente boa! Me escrevam. Eu posso demorar um pouco. Mas é porque eu estou de férias e também sou filha de Deus, né?