terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Férias, praia e ficadas...



Complicado, né?

Passei um mês no mar. Seu Celso (lembram dele?) foi junto. Alugamos uma casinha em Torres. Depois fomos para a praia do Pinhal... ai, que diferença.
Torres, pra quem não mora aqui no sul, é linda! No pinhal é diferente.

E gente, pasmem:  consegui ficar com um garoto lá de Torres. Foi tudo de bom. A pena foi que, quando eu contei pra ele sobre o blog, ele pediu “Pelo amor de Deus” que não citasse o nome dele... tudo bem. Isso eu consigo fazer.

Ele estava hospedado na casa da avó dele. Olha que sortudo: eu tive de poupar uns 4 meses de salarinho de professora. E esse desgraçado tem hospedagem grátis. Nessa praia que é uma loucura. Maravilha!

Mas então... deixa eu chamar meu “peguete de praia” de Jorge. É um cara legal. Fui dar uma solitária volta nos bares que Torres tinha a oferecer. Fui ali, tomar uma cervejinha. Nada de mais. Eu nem gosto tanto de cerveja, mas vai que alguém vem, né? Me vê ali sozinha, pensando na vida com uma garrafa quase cheia e em geladinha.

Primeiro, uns quatro garotos me olharam. Mas, quando eu olhava para eles, eles desviavam os olhares. Ficamos nesse jogo por uns minutos. Até que cansei. E reparei que pareciam ser muito novos para que alguma coisa a mais acontecesse.

Depois, como se fosse alheio a toda aquela situação eu ouvi aquela voz grossa, como se fosse um lenhador: “Posso sentar aqui?”. Quando ergui os olhos, vi ele, Jorge. A barba por fazer, o bronzeado  natural e o corpo enxuto. Pelo menos até ele se sentar.

O que me chamou a atenção foi justamente a desinibição. E, resumindo, combinamos que terminaríamos a minha cerveja e depois a dele (recém-aberta, que ele trazia com ele).

Não posso comentar onde ele trabalha, não posso dizer muito mais sobre ele... mas o assunto fluiu. Ele era um cara legal, e isso pra mim bastou, em um primeiro momento. Fomos conversando, até ficar mais tarde. Eu disse que precisava ir. Ele disse que me levava. Aí me mostrou o carro dele. Eu agradeci, mas disse a ele que preferia caminhar. Então ele acionou o alarme do carro e foi conversando comigo.

Acho que não preciso dizer que no caminho, a gente ficou. Não passou de uns beijos, uns abraços... mas tinha um ventinho gelado que não me incomodava por causa do abraço dele.

Eu pensei em tanta coisa no caminho... inclusive aqui no blog, em como essa história ficaria se fosse escrita. E, bem, aqui está ela. Um tanto sem-sal, mas o que nos importa é o momento, né?

Eu sei que é chato quando um texto acaba sem conclusão. Mas preciso dizer: faltava 5 dias para o fim da minha estadia em Torres. Prometo que ao longo do blog, eu conto como foi.