Complicado, né?
Passei um mês no mar. Seu Celso (lembram dele?) foi junto.
Alugamos uma casinha em Torres. Depois fomos para a praia do Pinhal... ai, que
diferença.
Torres, pra quem não mora aqui no sul, é linda! No pinhal é diferente.
E gente, pasmem:
consegui ficar com um garoto lá de Torres. Foi tudo de bom. A pena foi
que, quando eu contei pra ele sobre o blog, ele pediu “Pelo amor de Deus” que
não citasse o nome dele... tudo bem. Isso eu consigo fazer.
Ele estava hospedado na casa da avó dele. Olha que sortudo:
eu tive de poupar uns 4 meses de salarinho de professora. E esse desgraçado tem
hospedagem grátis. Nessa praia que é uma loucura. Maravilha!
Mas então... deixa eu chamar meu “peguete de praia” de
Jorge. É um cara legal. Fui dar uma solitária volta nos bares que Torres tinha
a oferecer. Fui ali, tomar uma cervejinha. Nada de mais. Eu nem gosto tanto de
cerveja, mas vai que alguém vem, né? Me vê ali sozinha, pensando na vida com
uma garrafa quase cheia e em geladinha.
Primeiro, uns quatro garotos me olharam. Mas, quando eu
olhava para eles, eles desviavam os olhares. Ficamos nesse jogo por uns
minutos. Até que cansei. E reparei que pareciam ser muito novos para que alguma
coisa a mais acontecesse.
Depois, como se fosse alheio a toda aquela situação eu ouvi
aquela voz grossa, como se fosse um lenhador: “Posso sentar aqui?”. Quando
ergui os olhos, vi ele, Jorge. A barba por fazer, o bronzeado natural e o corpo enxuto. Pelo menos até ele
se sentar.
O que me chamou a atenção foi justamente a desinibição. E,
resumindo, combinamos que terminaríamos a minha cerveja e depois a dele (recém-aberta,
que ele trazia com ele).
Não posso comentar onde ele trabalha, não posso dizer muito
mais sobre ele... mas o assunto fluiu. Ele era um cara legal, e isso pra mim
bastou, em um primeiro momento. Fomos conversando, até ficar mais tarde. Eu
disse que precisava ir. Ele disse que me levava. Aí me mostrou o carro dele. Eu
agradeci, mas disse a ele que preferia caminhar. Então ele acionou o alarme do
carro e foi conversando comigo.
Acho que não preciso dizer que no caminho, a gente ficou. Não
passou de uns beijos, uns abraços... mas tinha um ventinho gelado que não me
incomodava por causa do abraço dele.
Eu pensei em tanta coisa no caminho... inclusive aqui no
blog, em como essa história ficaria se fosse escrita. E, bem, aqui está ela. Um
tanto sem-sal, mas o que nos importa é o momento, né?
Eu sei que é chato quando um texto acaba sem conclusão. Mas
preciso dizer: faltava 5 dias para o fim da minha estadia em Torres. Prometo
que ao longo do blog, eu conto como foi.
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