quarta-feira, 12 de novembro de 2014

O preço da flor

Qual preço dessa flor
Que vem de um lote enumerado
Fabricação no estado do Rio
E tem
Alfinete tão fechado
Tão desacostumado com o frio

Mas escondo o desejo
Escolho no bairro
Um lugar de esconder
E vai
Mais um quase beijo
Porque só a noite cobre
Os defeitos do ser

Qual preço dessa flor?
Que vai entre os tantos fios
De cabelo nos vazios de cor
E cai se o vento sopra a prova
Que a boca seca tem seu sabor

Mas encolho os dedos
E aperto nos olhos
O medo do fugir

E vai
Mais um quase toque
Na pele que arde
De tanto fingir

Qual preço dessa flor?
Que cai do lote enumerado
Sem fabricação ou estado de Rio
E tem
Alfinete tão fechado
Tão desacostumado com o frio

Mas encolho os dedos
E aperto em olhos
O medo de fugir

E vai
Mais um quase toque
Da boca que arde
De tanto fingir

(Mallu Magalhães - uma poeta. Quando eu aprender violão, essa vai ser música obrigatória no meu repertório.)

E vocês, o que gostam de ouvir?

Um comentário:

  1. A vou ter q fazer isso também no meu blog se você permitir eu pegar!
    A eu, o Bier não tenho ctz, gosto mais de indie e afins, depende a noite, a hora e a situação kkkkk

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